Onde está o Guardian

O Guardian está em Opua, Nova Zelândia, para onde foi levado a reboque depois do incidente que provocou a quebra do mastro e sua perda. Foi inicialmente atendido pela Guarda Costeira, e posteriormente rebocado. O Capitão Sombra recusou-se a abandonar a embarcação. Permanecerá em reparos até Abril ou Maio de 2009, quando retomará a viagem "Na Rota do Sol".

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Nossa Senhora Aparecida já a bordo do Guardian
















Ciudad Cólon (Panamá) e Aparecida (SP) - Finalmente, encontra-se à bordo do Guardian a imagem de Nossa Senhora Aparecida, devidamente colocada no nicho de devoção do Capitão Sombra e de sua tripulação. A imagem foi enviada de Aparecida (SP) para Campinas, e transportada a partir dali pela equipe de filmagem do Documentário "O Guardian na Rota do Sol" até a Colômbia, onde embarcou. Um filme completo sobre o momento de sua colocação no local devido a bordo foi feito, e estará sendo veiculado em breve para conhecimento de todos.
O SINHORES Aparecida e Vale Histórico sente-se honrado em ter podido participar desse momento de devoção e roga à Mãe Aparecida que proteja o Capitão Sombra, sua embarcação, os tripulantes, amigos e equipe do Documentário, bem como todos os membros do Grupo Guardian.

Que Nossa Senhora de Aparecida mantenha o Guardian sempre na Rota do Sol.

São os votos dos amigos de hoje e sempre,

Nelson Marques

Ernesto Elache


sexta-feira, 6 de junho de 2008

Mensagem Capitão Sombra - 06jun08 - Cólon Panamá

Ref: O GUARDIAN no Panamá
Enviado por: "Joao Sombra" guardianboat@yahoo.com.br guardianboat
Qui, 5 de Jun de 2008 3:26 pm
Especiais Almirantas e manos do GG...como estamos todos...????

Por aqui após velejadas um pouco estranhas e sem graca, acabamos chegando finalmente a Ciudad Colon, porta de entrada para atravessar o Canal do Panamá...
Estamos em uma Marina (Shelter Bay)muito cara e sem infra estrutura alguma, cobrando o preço de US$0,66/dia (eletricidade a parte) e coisas do tipo. Cigarro a US$5,00, e tudo pelos olhos da cara. A internet US$45.00/semana, e ainda ter q se esperar para estar conectado.
Mas como estamos aguardando a chamada para atravessar o Canal, acabamos ficando por aqui mesmo, onde pelo menos há seguranca, já que nos outros points pode-se ser efetivamente surrupiado.
Se houver algum irmao interessado em fazer a travessia do Canal ate Balboa e estar lá por uns dias é só avisar e tomar o avião porque aqui só dividimos as despesas. O trajeto se faz pela Varig ate Bogotá, e de la para Ciudad Colon no Panamá. A travessia do Canal leva 2 dias e parece ser algo bem interessante...
As Cias que operam o agenciamento da travessia do Canal são todas de espertalhoes...os custos variam de US$900 ate US$2 500 para o mesmo servico e muita coisa por fora...é uma Mafia igualmente ao Canal de Suez...e o Governo permite de forma plena...se vc partir para querer fazer tudo acaba esbarrando numa burocracia proposital e terrivel exatamente para forçar o uso das Agencias...
Do outro lado do Canal esta a Ciudad Balboa..do lado do Pacifico..onde se encontram as lojas e oficinas de reparos e equipamentos. Deste lado, apesar de Colon se um porto livre, não há praticamente nada, somente aqueles produtos chineses de 5a categoria. E inseguraca total nas ruas. É como subir a Favela da Rocinha por volta da 23 hs...ou seja risco completo...O ideal é contratar um GUARDA COSTAS local e esta tudo resolvido...pois ele faz parte da bandidagem e ninguem se mete com vc...
Ja em Balboa a coisa muda...mas a toda compra e/ou serviço a ser executado checar precos antecipadamente e tudo mais..pois os absurdos sao praticados de forma total ...
Aquele especial abraco a todos e, na medida do possivel estaremos colocando...como de habito ..nossa correspondencia em dia...
O mano...
Sombra,,,,,,,,

Onde está o Guardian - em 31 de Maio de 2008

Notícias - Sáb, 31 de Mai de 2008 3:55 pm
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MENSAGEM CAPITÃO SOMBRA (GG)
Estimados irmaos e Almirantas do GG...após sairmos de Cartagena, rumamos para San Blas onde estivemos conhecendo a cultura Kuna...q foi aquela decepção. Os Kunas se trasformaram em vendedores, daquele chatos...tudo é motivo para querer grana...até reclamam quando recebem presentes - preferem dolares. Uma decepcão terrivel...o local muito bonito e bastante interessante. No momento estamos em uma Baia antes de Ciudad Colon, onde fica a entrada para o canal. O nome da Baia é Porto Belo, cerca de 18 hs da Ciudad Colon. Devemos estar chegando lá na 2a feira, por volta de 1 hora da tarde, quando então estaremos novamente na internet. Foram feitas muitas boas imagens para o DOCUMENTARIO. Aquele especial abraço a todos. O mano Sombra.
www.panoramio.com/photo/67475

sexta-feira, 23 de maio de 2008

San Blás: o último paraíso (mochileiro) das Américas

(clique na foto para ver em tamanho ampliado)
San Blás: o último paraíso (mochileiro) das Américas
Por Claudia Severo

San Blás é aquele tipo de destino que quando você descobre não quer contar pra ninguém. Medo de que acabem com tudo, que transformem em mais um refúgio para milionários ou produto de turismo de massa.

Caribe. Areia branca, coqueiros, água cristalina (que com a luz do sol lhe mostra todos os tons azúis e verdes da Faber-castell 48 cores ou das palhetas do Photoshop com todas as suas variantes)…

Não bastasse a indescritível beleza, suas mais de 365 micro ilhas estão relativamente próximas à costa do Panamá, preservadas e sobre a tutela da nação indígena mais organizada politicamente do continente americano, os Kuna: seguramente os guardiões do talvez “último paraíso (mochileiro) das Américas”.

Descobrimos San Blás conversando com outros mochileiros durante nossa jornada de 3 meses pela América Central (dezembro de 2007 a março de 2008). Os brasileiros que chegam às terras panamenhas costumam visitar Bocas del Toro, o Canal do Panamá e as regiões de serra e vulcões, também deslumbrantes mas as ilhas ah… são insuperáveis!

Ao chegar no Brasil, pesquisamos no Google sobre o destino. Resultado: Não há material jornalístico (na editoria de turismo ou não) ou até mesmo relato de viajantes em língua portuguesa falando de San Blás.

Portanto prepare-se porque você não só vai conhecer um dos lugares mais lindos do mundo, como vai encontrar ricas cultura e história, de um povo símbolo de legitimidade e resistência, que é guardião de San Blás (ou Kuna Yala, nome oficial da Comarca). Bem, mas apesar desse “escudo”, é bom correr, pois a estrada de terra com paredões de barro de quase 90 graus por onde passamos somente com bons 4x4 e motorista, já está sendo construída.

A comarca Kuna Yala (Terra Kuna, na língua Kuna) tem uma área de 3.206 Km² e mais de 365 ilhas, 36 delas habitadas. Estão em 373Km da costa caribenha do Panamá e em parte do território colombiano (em ambos os países em terra e mar).

A capital da comarca é El Porvenir, onde há um pequeno aeroporto e alguma estrutura. Alguns viajantes ficam hospedados ali, nós preferimos seguir para Cartí Yandub, de onde partimos pra conhecer pedacinhos do paraíso.
Integração

Hospedados em uma cabana de uma família Kuna, pé na areia, paredes de bambú, telhado de palha… à luz de lampião, dormimos em redes, tomamos banho de canequinha (com todo o cuidado pra economizar a escassa água) e “encaramos” um banheiro pra lá de “alternativo” (pouco ecológico e nada confortável).

Na ilha só há um ponto coletivo com luz (captada por uma pequena placa de energia solar), que é aceso somente à noite. Alí, ao ar livre tomamos café e jantamos peixe, arroz e salada preparados pelos índios. Nos almoços o prato é mesmo, mas geralmente são servidos fora da ilha, pois todos partem dalí para outras ilhotas, as realmente paradisíacas. E sim, eles levam o almoço até você! Às refeições todos os viajantes se integram e se integram mais ainda quando regados de uma cervejinha! Pois é, há cerveja gelada (US$ 1 – muito barato se pensarmos no sufoco pra essa bebida chegar ali e ser mantida ao menos fria), água mineral (US$ 1) e alguns produtos de primeira necessidade pra vender em espécies de armazéns, montados nas próprias cabanas das famílias. É uma forma de incrementar a renda local, tendo em vista que o turismo é a maior receita de San Blás.

As ilhas

Bem, você já deve ter visto as fotos. Deve estar sem comentários… pois bem, eu também estou com dificuldades. Mergulhar naquele mar, pisar naquela areia e girar, e girar 360 graus e ficar tonto (literalmente) com tanta beleza parece no mínimo um exagero de quem está buscando adjetivos e não consegue achar, mas é real. Vá lá, depois adjetive e adjetive no Mochileiros.com!

Como nosso papel é tentar passar pra você, entre outras coisas o que é bom e ruim (pra não entrar em “furadas”) dos lugares, tentaremos falar das principais ilhas em que estivemos, das que mergulhamos, comemos coco, conversamos com nativos, acompanhamos o preparo de uma refeição, compramos pão quentinho (!), bebemos água de coco (enquanto os nativos bebiam Pepsi) e, pasmem, na mais bela delas ficamos sozinhos!!!

O setor Cartí é o mais atrativo para os visitantes por abrigar diversas pequenas ilhas e corais. Pra se ter idéia somente no chamado Cayos Limón são mais de 30 pequenas ilhas, entre elas:

Isla Aguja

Seguramente a primeira bela surpresa do arquipélago. Toda beleza cênica local, mais um banheirinho com vaso sanitário e o melhor: a opção de se hospedar ali! Noite indescrítivel e, se tiver a companhia de outros viajantes imagine se aquilo não vira festa à altura das do filme “A praia”?!

Por US$ 10 a noite em rede fornecida pelo local ou espaço para sua barraca (deve levá-la) você certamente terá uma das experiências de viagem mais inesquecíveis de sua vida.

Isla Del diablo

A beleza continua com o adicional “conheça mais os Kunas”. Sim, ali com uma família super simpática acompanhamos o preparo de um almoço relâmpago: Pesca o peixe no mar, rala o coco, pica a banana, corta o limão, bota a panela na fogueirinha e lá está um autêntico prato Kuna. Dá pra ter boa conversa e conhecer um pouquinho do modo de vida deles.
Isla Perro

Unanimidade entre os questionados, a Perro é a mais linda ilha por onde estivemos. É cinematográfica e ali tivemos a sorte grande de ficarmos sós (mais a família local que seguia seu tranquilíssimo ritmo de vida enquanto nos extasiavamos com tanta beleza).

Um barco naufragado (barco hundido, em espanhol) está entre as ilhas Diablo e Perro. Alguns viajantes vão até ele com o snorkel e muito fôlego. Nenhum volta arrependido, o lugar é abrigo de inúmeras e belíssimas espécies de peixes.

O aluguel do snorkel custa US$ 3.
Isla Pelicano

Pequena. É aquele tipo de ilha encontrada em livro didático infantil. Parece um desenho: uma porção de terra (no caso areia branquinha), cercada de água com um monte de coqueiros super verdes e carregados da fruta.

Locomoção e alimentação

Uma canoa de madeira com motor leva os turistas às ilhas. Os índios voltam à ilha “central” (no nosso caso a Cartí Yandub) e dela trazem o almoço para você esteja em que ilha estiver. Claro que há de se ter bom censo e, se há vários viajantes, saber onde a maioria estará, senão não existe logística Kuna (ou outra) que dê certo.

Só o trajeto de uma ilha a outra é espetacular. Várias micro ilhas lindas, verdadeiros caprichos como a que tem um coqueiro só ou a Hormiga que tem apenas uma cabana Kuna.

O viajante com um pouco mais de tempo e com US$ 10 a mais no bolso, pode tentar se aventurar também pelas “Cayos Holandesas”. Conjunto de ilhas duas horas adiante dali. Infelizmente tem épocas do ano em que há muito vento e mar muitíssimo agitado (foi o nosso caso, em fevereiro, nem tudo é perfeito!) então, resolvemos parar em ilhas no meio do caminho. Nenhum arrependimento!!!

Dicas
No barco, se não quiser “beber” muita água salgada, sente de costas à direção pra onde o barco vai. Sim, a repórter míope protegeu a lente de contato seguindo a dica do senhor Arquímedes (uma espécie de prefeito da “nossa ilha”).

Levar uma câmera fotográfica subaquática pra lá é bem interessante. Outra coisa, acondicione muito bem em sacos plásticos o que levará no passeio às ilhas, pois é um verdadeiro “caldo”.

Também é legal levar para o passeio, barrinhas de cereal e/ou frutas e água mineral. Os dois primeiros itens é melhor levar do continente, pois dificilmente encontrará à venda em Cartí Yandub.

Nós, mortos de fome conseguimos comprar pão quentinho em uma ilha à caminho das Cayo Holandesas - mais surpreendente do que achar pão quente na padaria aqui perto de casa!!!

Além das ilhas, visitar o pequeno museu local é interessante. Você vai conhecer um pouco mais da cultura Kuna e pode comprar bonitos artesanatos em madeira, palha, cerâmica ou as molas, vendidas em todas as partes. A entrada do museu custa US$ 2 por pessoa.

Como chegar e onde ficar

Via Colômbia (ao Panamá)
Chegamos na Cidade do Panamá através de um vôo de 40 minutos de Cartagena, Colômbia, pela Copa Airlines. A companhia aérea panamenha ofereceu a passagem mais barata: cerca de US$ 400 por pessoa somente ida. Sim, absurdo preço para um vôo tão curto, os impostos na Colômbia são exorbitantes o que duplicam o preço anunciado. Vale lembrar que passagens ida e volta custam menos.
Outra opção pode ser ir pela colombiana Aires. Pouca coisa mais cara que a Copa e com avião muito menor, preferimos "prestigiar" um Embraer e voamos pela Copa. Melhor que ir pelos aires não?!

A idéia inicial da viagem era seguir por terra de São Paulo até a Guatemala, mas infelizmente não há estradas que liguem a América do Sul à América Central. A região de fronteira entre Colômbia e Panamá abriga a Selva de Darién, uma das mais perigosas florestas do mundo, não só por eventuais ações de guerrilhas, mas por ter sua natureza intocada (ainda que, algumas regiões da Província de Darién estejam ameaçadas pelo desmatamento).

Via Colômbia por mar
Já que a idéia de ir por terra naufragou, por que não tentar ir por mar? Pois bem, tentamos. Seriam 5 dias de viagem entre Cartagena e San Blás. Passamos dois dias na cidade colombiana tentando encontrar o serviço ou a carona (esqueça) mas todas as tentativas fracassaram. Sim, porque este não é um "passeio convencional"; vez ou outra viajantes de barco aportam por alí rumo ao norte ou ao sul, utilizando a cidade como base e para angariarem fundos para seguir viagem oferecem o "serviço".
Há vantagens e desvantagens em optar pela viagem de barco. Conhecer novas pessoas e navegar pelo lindíssimo mar caribenho não é nada mal; já a desvantagem (para quem está com o tempo curto) é "perder" os 5 dias e se acostumar aos mareios.
Cogitamos ir com o barco Stahlratte, o único que nos pareceu confiável e atraente. Qualquer criança que olhe para o barco holandês de 1903, imagina que seja um navio pirata!!! Segundo seu capitão, um alemão, desde fevereiro de 2006 ele traslada mochileiros entre Cartagena e San Blás.
É preciso ficar atento às datas de partida de Cartagena. O custo médio por pessoa por semana é de 420€ . Eles também fazem viagens para Cuba e Jamaica. Taí a dica pra quem tem um pouco mais de tempo e dinheiro. Mais informações no: www.stahlratte.org

Via Brasil (ao Panamá)
Quem tem planos de conhecer toda a América Central ou queira ir somente ao Panamá (o que já vale o investimento) e está sem tempo de percorrer longos trajetos em ônibus como fizemos, deve voar do Brasil direto para Cidade do Panamá. Pela Copa, a passagem ida e volta custa cerca de US$ 1000. Somente ida cerca de US$ 580.
- Sites das companhias aéreas: Copa Airlines ( www.copaair.com ) e Aires ( www.aires.aero ).

VISTO
Brasileiros com passaporte válido (atente para que ele não venha a expirar dentro de menos de 7 meses) não precisam de visto para entrarem no Panamá nem em outros países da América Central, exceto Belize (mais informações sobre viagens pela América Central, nas próximas edições).
De Ciudad de Panamá à San Blás
Pouco se falava sobre San Blás durante a viagem, mas quando isso acontecia era algo como “vou de qualquer maneira, só não sei como”. Pois bem, caminhando pelo Casco Viejo da Ciudad de Panamá, na Plaza de Francia, (matéria pra outra edição) onde estão alguns kunas, sobretudo mulheres vendendo artesanato e molas, perguntamos se elas poderiam nos ajudar com informações de como ir à San Blás. Tímidas mas super prestativas truncadamente iam nos dando as coordenadas.

Como tínhamos idéia de ir em ônibus e sem agência, a conversa foi se prolongando e... Sim, é possível ir em ônibus (Ciudad de Panamá - Charco-Cartí) conforme elas nos explicavam, mas até um ponto de asfalto; no mais, era esperar ao “Deus dará” um 4x4 passar e nos dar uma carona (quase impossível) ou oferecer o serviço. Absolutamente “furada”. Esqueça.

Eis que aparece Arnoldo Bonilla (também Kuna, genro do senhor Arquímedes, o “prefeito” da Cartí Yandub) quem nos oferece o serviço completo da Cabañas Cartí: transporte ida e volta, hospedagem, refeições e passeios nas ilhas! O que mais queriamos? Ir imediatamente!!!

Ficou pra manhã seguinte: US$ 20 por pessoa, para ir; US$ 20 por pessoa para voltar, mais US$ 30 por dia (hospedagem na cabana, banheiro compartilhado, banho de canequinha, café da manhã, almoço e jantar e o passeio. Geralmente a ordem básica de visitas às ilhas é: Aguja, Diablo e Perro então reserve pelo menos 5 dias para estar em San Blás).

Pechinche! Você pode (como nós) observar que não é muito fácil tentar montar alguma estrutura ali, que é difícil levar produtos para as ilhas, que cada turista (se não consciente) é uma “ameaça” ao frágil local e decidir não pedir desconto. Mas se na hora do perrengue o hábito de pechinchar aflorar…você conseguirá. Dois viajantes chilenos com quem cruzamos diversas vezes durante a viagem conseguiram baixar a diária para US$ 20 por pessoa

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Um pequeno filme sobre Cartagena de India (Colômbia)

Veja aqui um pouco da cidade de Cartagena de India, na Colômbia, local de parada do Guardian para reparos de velas e motor antes de seguir viagem para San Blas (Panamá), para o encontro com a equipe de filmagem do documentário.
São diversas cenas da cidade e de suas belezas naturais e históricas. Vale a pena.

Onde o Guardian está agora.

Cartagena de Índias


Centro histórico de Cartagena de Índias, com suas casas coloridas e balcões floridos
ANA LÚCIA ARAÚJO
Editora de interatividade da Folha Online


Cartagena das Índias é o lado light do Caribe. Esqueça o agito de Cancún e das outras ilhas da região, com hotéis imensos e comércio completamente direcionado para o turismo, Cartagena é o oposto disso tudo. Além da beleza natural e do clima prazeroso o ano inteiro, a cidade é motivo de orgulho para os colombianos. Lá está localizada a casa do escritor Gabriel García Márquez, Gabo para a população local, conta com uma boa infra-estrutura hoteleira, praias tranquilas para passar os feriados, é reconhecida pela qualidade das esmeraldas que vende e, o mais importante, é território neutro nas guerrilhas que podem afugentar qualquer estrangeiro.

A cidade está dividida entre o lado histórico e o moderno. Se você for a Cartagena, não pense duas vezes, fique no bairro histórico. Mesmo estando um pouco afastado da praia, o bairro ganha um charme extra por estar todo cercado por uma muralha de 8 km, construída na época da colonização para espantar inimigos interessados no rico comércio local. É possível caminhar pela muralha e, sem dúvida, obter os melhores cenários para fotos. De cima da muralha se vê de um lado todo o mar do Caribe e a parte moderna da cidade, do outro, está o bairro histórico e suas casinhas coloridas, tipicamente espanholas, com varandas repletas de flores.

Outra diversão imperdível na Colômbia são as discotecas de rumba, salsa e outros ritmos caribenhos. Depois dos cubanos, os colombianos são famosos por suas rumbas e salsas. Veja abaixo os melhores locais para dançar em Cartagena.